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Hospedagem offshore · Datacenter próprio Panamá

Hospedagem offshore em datacenter próprio na Cidade do Panamá para empresa brasileira que precisa jurisdição fora dos Estados Unidos e União Europeia

A hospedagem offshore é o alojamento numa jurisdição distinta à do cliente, escolhida por motivos legítimos e documentados —resistência a pressões extrajudiciais, neutralidade jurisdicional, continuidade para jornalismo independente, ONGs ou setor regulado— e não para burlar obrigações legais aplicáveis. A OS Domains opera hospedagem com hardware no Panamá (datacenter Tier 3+) sob contrato com cláusulas de jurisdição explícitas e um procedimento de notificação ao cliente documentado, com cumprimento integral da lei panamenha e brasileira aplicável, para que o devido processo seja previsível em vez de discricionário.

Hardware em datacenter próprio na Cidade do Panamá, fora da jurisdição direta dos Estados Unidos e União Europeia, com fluxo previsível de due process documentado em contrato. Para empresa brasileira com caso de uso legítimo onde infraestrutura americana ou europeia cria exposição regulatória inadequada: jornalismo investigativo brasileiro com fonte confidencial em pauta de relevância pública, pesquisador de segurança da informação publicando análise técnica de vulnerabilidade, projeto de privacidade processando dado sensível, organização sem fins lucrativos atuando em jurisdições com pressão política, fintech operando em modelo regulatório que ainda evolui no Brasil. Não atendemos atividade ilegal sob lei brasileira, panamenha ou internacional aplicável. A partir de €299 por mês para configuração padrão Standard.

Em breve

  • Hardware no Panamá (datacenter Tier 3+) com cláusula contratual de jurisdição explícita e procedimento de notificação ao cliente documentado.
  • Três tiers: Standard 299 €/mês, Pro 699 € (o mais contratado, com coordenação com escritório de advocacia panamenho) e Enterprise sob consulta com cláusulas personalizadas.
  • Encaixe legítimo e documentado: o serviço é apropriado para neutralidade jurisdicional e devido processo previsível, e não para burlar obrigações legais aplicáveis.
  • Cumprimento integral da lei panamenha e brasileira aplicável, com coordenação jurídica e auditoria anual com presença física no datacenter na faixa alta.
  • KVM-over-IP, rede de 1 a 10 Gbps conforme a faixa e SLA com service credits documentados.
Posicionamento honesto antes do resto da página descer

Para empresa brasileira que precisa jurisdição fora dos Estados Unidos e União Europeia por motivo profissional documentado, com cumprimento integral da lei aplicável panamenha e brasileira

O termo "hospedagem offshore" no mercado de tecnologia internacional virou eufemismo para fornecedor que promete ignorar takedown notice, ignorar DMCA, ignorar mandado judicial, e operar fora de qualquer marco legal aplicável. Esse mercado existe e atende clientes que tipicamente têm conflito com lei aplicável em alguma jurisdição. A gente não opera nesse mercado e não atende essa audiência. O que a gente entrega é diferente: hospedagem dedicada em datacenter no Panamá, fora da jurisdição direta dos Estados Unidos e União Europeia, com fluxo previsível de due process documentado em contrato, cumprimento integral da lei panamenha aplicável, e cooperação com autoridade brasileira competente quando o pedido chega via canal legal apropriado (cooperação jurídica internacional, MLAT Brasil-Panamá quando aplicável, decisão judicial brasileira reconhecida).

A audiência onde o produto entrega valor mensurável tem perfis específicos. Primeiro: jornalismo investigativo brasileiro lidando com fonte confidencial em pauta de relevância pública (corrupção, crime organizado, abuso de poder), onde infraestrutura em datacenter brasileiro pode estar sujeita a pressão local que afeta proteção da fonte e a infraestrutura europeia ou americana cria exposição regulatória diferente que não atende o caso. Para esse perfil, jurisdição panamenha entrega proteção adicional via fluxo de due process previsível com tempo aceitável para resposta jurídica. Segundo: pesquisador de segurança da informação brasileiro publicando análise técnica de vulnerabilidade ou de incidente envolvendo grande empresa, onde infraestrutura em datacenter da grande empresa ou de fornecedor americano pode ser pressionado a remover conteúdo via takedown abusivo. Terceiro: organização sem fins lucrativos brasileira atuando em causas que enfrentam pressão política em períodos específicos (defesa de direitos humanos, jornalismo de oposição em momento autoritário, observação eleitoral em país com governo problemático).

A jurisdição panamenha entrega três características operacionais que diferenciam de jurisdição americana ou europeia. Primeiro: o Panamá não é parte do Cloud Act americano, então pedido de dados de autoridade dos EUA precisa passar por MLAT (Mutual Legal Assistance Treaty) que tem prazo médio de 18 a 36 meses para processamento, dando tempo de resposta jurídica adequado. Segundo: a regulação panamenha de hospedagem é menos opinativa que GDPR sobre obrigação de retenção e cooperação proativa, focando em cumprimento de mandado judicial específico em vez de obrigação geral de fiscalização. Terceiro: o Panamá tem tradição operacional de fluxo previsível de due process onde solicitação chega documentada, há prazo para resposta legal, e decisão é tomada conforme lei panamenha. Para empresa brasileira contratante, essas características viram proteção operacional contra pressão regulatória abusiva sem comprometer cumprimento de obrigação legal legítima.

Sobre operação real do produto. A infraestrutura é hardware bruto em datacenter próprio em Cidade do Panamá, com conectividade própria a operadores de Tier 1 internacional. As máquinas são Intel Xeon e AMD EPYC padrão, ECC RAM, NVMe SSD, com conexão de rede para a América Latina (incluindo São Paulo via cabo submarino), América do Norte e Europa. A latência típica de São Paulo para o datacenter no Panamá é 100 a 130ms p95, mais alta que datacenter brasileiro doméstico (15-25ms) mas menor que datacenter europeu (180-220ms) ou asiático. A operação cumpre lei panamenha, lei brasileira aplicável (LGPD para dado pessoal de brasileiro, mesmo em servidor offshore, conforme Art. 33 da LGPD), e respeita decisão judicial brasileira via cooperação jurídica internacional quando o pedido chega documentado.

A última observação antes do resto da página. Não atendemos atividade ilegal sob lei brasileira, panamenha ou internacional. A AUP (Acceptable Use Policy) do contrato lista explicitamente conteúdo proibido: material de abuso infantil, fraude documentada, ataque ativo a infraestrutura de terceiros, distribuição de malware, conteúdo que viola lei panamenha sobre incitação à violência ou à discriminação. Pedido de takedown que chega documentado e justificado é processado conforme due process. Pedido abusivo (ex.: takedown sem fundamento legal claro, fishing expedition de governo estrangeiro sem MLAT, demanda comercial disfarçada como mandado) é respondido com base em lei aplicável. A gente entrega proteção contra abuso, não contra cumprimento de lei legítima. A clareza sobre isso protege os dois lados: cliente sabe o que esperar, e a gente sabe que o cliente não está usando a infraestrutura para coisa que não atendemos.

Casos de uso legítimos onde a gente entrega valor mensurável

Em que cinco perfis brasileiros a hospedagem panamenha faz sentido?

Cada perfil aparece com regularidade na nossa base de cliente brasileiro nos últimos cinco anos. Detalhes anonimizados para preservação de relação comercial e proteção de fonte conforme aplicável ao caso.

Caso de uso 01

Jornalismo investigativo brasileiro com fonte confidencial em pauta sensível

Veículo de jornalismo investigativo brasileiro publicando série sobre corrupção em alto escalão de empresa estatal, com base em documentos vazados por fonte confidencial. Necessidade: hospedagem da plataforma de submissão segura de documento (similar ao SecureDrop) e do CMS editorial fora da jurisdição direta brasileira para reduzir vetor de pressão sobre fonte. Datacenter brasileiro (mesmo com a melhor proteção técnica) está sujeito a pressão local que pode comprometer a fonte. Datacenter americano cria exposição diferente via FBI ou subpoena americano que escapa do controle do veículo brasileiro. Datacenter panamenho com fluxo de due process documentado entrega janela de tempo adequada para resposta jurídica em caso de pressão. Configuração típica: tier Standard a €299 com 1 servidor dedicado para SecureDrop, mais espelho criptografado em PoP Viena do CMS editorial.

Caso de uso 02

Pesquisador de segurança publicando análise de vulnerabilidade em produto de empresa grande

Pesquisador brasileiro de segurança da informação descobriu vulnerabilidade crítica em produto SaaS de empresa americana grande, fez disclosure responsável aguardando 90 dias conforme prática do CERT, e empresa não corrigiu nem comunicou cliente final. Pesquisador decidiu publicar análise pública do CVE conforme prática estabelecida de full disclosure quando vendor não responde. Necessidade: hospedagem do site da publicação fora da jurisdição americana onde a empresa pode pressionar via DMCA abusivo ou takedown via fornecedor (que aconteceu várias vezes em casos similares no histórico). Datacenter panamenho entrega janela adequada para resposta jurídica do pesquisador caso a empresa tente takedown sem fundamento legal real. Configuração típica: tier Standard a €299 com servidor único hospedando blog técnico em Hugo ou Jekyll.

Caso de uso 03

Organização sem fins lucrativos brasileira em causa que enfrenta pressão política

Organização sem fins lucrativos brasileira focada em defesa de direitos humanos, especialmente em períodos de governo autoritário onde a operação enfrenta pressão regulatória adicional (auditoria fiscal hostil, exigência de documentação que outros não recebem, interpretação restritiva de lei tributária aplicável a ONG). Necessidade: hospedagem da plataforma de comunicação e do banco de dados de doadores fora da jurisdição direta brasileira para reduzir vetor de retaliação política. Datacenter panamenho com fluxo de due process previsível entrega proteção adicional sem comprometer cumprimento de lei aplicável. Configuração típica: tier Pro a €699 com 2 servidores em cluster (um para aplicação web, um para banco de dados de doadores) com criptografia em repouso documentada.

Caso de uso 04

Fintech brasileira operando em modelo regulatório que ainda evolui

Fintech brasileira operando produto de pagamento internacional ou cripto-relacionado em modelo regulatório que ainda evolui no Brasil (Banco Central do Brasil ainda calibrando regulação, Receita Federal ainda definindo tratamento tributário). A operação é legal sob a regulação atual mas opera em zona cinzenta onde mudança regulatória abrupta pode criar problema operacional súbito. Necessidade: hospedagem em jurisdição com regulação financeira mais estável e fluxo de due process previsível para reduzir vetor de mudança regulatória brusca afetando operação. Datacenter panamenho atende. Configuração típica: tier Pro a €699 com cláusula contratual customizada e DPA específico para o caso.

Caso de uso 05

Empresa brasileira com cliente em jurisdição com pressão política sobre tecnologia

SaaS brasileiro vendendo software para cliente em jurisdições com histórico de pressão política sobre tecnologia (algumas regiões da América Latina, Europa Oriental, partes da Ásia). Cliente final exige que dado seja hospedado fora da jurisdição brasileira e fora dos EUA por motivo de procurement interno (auditor do cliente identifica risco específico nessas duas jurisdições). Datacenter panamenho atende como jurisdição neutra aceitável para procurement, mantendo a relação comercial. Configuração típica: tier Pro a €699 com cláusula contratual que cobre o caso específico do cliente final.

Como a operação real funciona na prática brasileira

Seis fatos operacionais sobre a infraestrutura panamenha que o cliente brasileiro precisa entender antes de contratar

Os fatos abaixo cobrem a operação real do produto contratado pelo cliente brasileiro, sem promessa de coisa que não entregamos.

Datacenter próprio em Cidade do Panamá desde 2014

Operamos datacenter próprio na Cidade do Panamá desde 2014, com infraestrutura Tier 3+ construída para hospedagem profissional. Redundância elétrica N+1, redundância de rede com múltiplos carriers internacionais, UPS dedicado, refrigeração redundante, segurança física com controle de acesso multi-fator. A operação local é gerenciada por equipe panamenha com cobertura 24/7 para intervenção física quando necessário. Cliente brasileiro contratante acessa o servidor remotamente; toda intervenção física quando exigida é feita pela equipe local conforme procedimento documentado.

Conectividade internacional redundante

A rede do datacenter conecta a operadores Tier 1 internacionais e a operadores regionais latino-americanos com rotas redundantes. A latência típica de São Paulo para o datacenter via cabo submarino fica em 100-130ms p95. Para conexão com Estados Unidos, latência fica em 50-80ms p95 dependendo de rota. Para Europa, 130-180ms p95. Para Ásia, 200-280ms p95. A diversidade de rota oferece redundância contra falha em cabo submarino específico.

Cumprimento de lei panamenha e brasileira aplicável

A operação cumpre integralmente a lei panamenha aplicável a hospedagem (não há lei panamenha geral sobre hospedagem similar a Marco Civil brasileiro, mas há lei sobre conteúdo ilegal, propriedade intelectual e proteção de dados). Para cliente brasileiro, a LGPD aplica em razão da nacionalidade da pessoa cujo dado é tratado (Art. 33 da LGPD), mesmo em servidor panamenho. A gente fornece DPA assinado com cláusula de transferência internacional documentada que serve como mecanismo legal sob Art. 33. Cooperação com autoridade brasileira competente acontece via canal legal apropriado (cooperação jurídica internacional, MLAT Brasil-Panamá quando aplicável).

Fluxo de due process documentado em contrato

O contrato de hospedagem documenta o fluxo de resposta a pedido de terceiro (takedown notice, mandado judicial, demanda governamental). Pedido recebido é classificado por origem e fundamento legal. Pedido com fundamento legal claro e via canal apropriado é processado conforme lei panamenha aplicável; o cliente é notificado quando a notificação não viola ordem judicial específica que proíba comunicação. Pedido abusivo (sem fundamento, sem canal apropriado, fishing expedition) é respondido com base em lei aplicável. Tempo médio de processamento: 5 a 15 dias úteis para pedido legal documentado, dependendo de complexidade. O cliente tem prazo razoável para resposta jurídica antes de qualquer ação ser tomada sobre conteúdo ou dado.

AUP explícito sobre conteúdo proibido

A AUP (Acceptable Use Policy) do contrato lista explicitamente conteúdo proibido: material de abuso infantil (cumprimento internacional sem exceção), fraude documentada (esquema piramidal, falsificação de documento, lavagem de dinheiro), ataque ativo a infraestrutura de terceiros (botnet, DDoS, scanner agressivo), distribuição de malware (incluindo loader, dropper, ransomware), conteúdo que viola lei panamenha sobre incitação à violência ou à discriminação racial, religiosa ou de identidade. Cliente que viola a AUP tem o serviço descontinuado com aviso prévio quando possível, ou imediato em casos críticos. A clareza sobre conteúdo proibido protege a operação geral contra pressão regulatória legítima sobre tipos específicos de conteúdo.

Pagamento e tributação para empresa brasileira

Fatura sai em euros emitida pela OS Domains GmbH em Viena, Áustria (a operação no Panamá é subsidiária técnica, não pessoa jurídica de faturamento). Empresa brasileira fica sujeita à tributação de importação de serviço (IRRF, ISS, PIS-Importação, COFINS-Importação) somando 30% a 45% sobre valor da fatura. Aceitamos cartão de crédito internacional, wire transfer SWIFT em euros, SEPA para clientes com filial europeia. Pix Internacional ainda não disponível no corredor Brasil-Panamá. Para clientes que preferem fatura emitida no Panamá em USD em vez de em euros via Viena, oferecemos modalidade alternativa Enterprise sob solicitação.

Planos disponíveis com cláusula contratual customizada

Três tiers conforme configuração de hardware e cláusula contratual customizada exigida ao caso de uso brasileiro

O tier escolhido depende de configuração de hardware necessária ao caso de uso, número de servidores em cluster, e nível de cláusula contratual customizada exigida pelo perfil regulatório do cliente brasileiro contratante.

Standard

Para caso de uso individual com servidor único e cláusula contratual padrão.

€299 / mês

Provisionamento em 3 a 7 dias úteis após contratação inicial e validação de KYC

Ideal para

Jornalista, pesquisador de segurança, organização sem fins lucrativos pequena, freelancer trabalhando em projeto sensível, cliente com 1 servidor e perfil técnico claro.

  • Servidor dedicado Intel Xeon E-2386G
  • 32GB ECC DDR4
  • 2x 480GB NVMe SSD em RAID-1
  • 1Gbps com 30TB de transferência mensal
  • IPs IPv4 /29 e IPv6 /64
  • KVM-over-IP incluído
  • Cláusula contratual padrão
  • Suporte por email com resposta em 24h úteis
  • Compromisso mínimo de 6 meses
Contratar Standard
Mais escolhido

Pro

O tier que a maioria contrata. Cobre fintech, ONG, jornalismo organizacional, e SaaS com cliente exigente.

€699 / mês

Provisionamento em 7 a 14 dias úteis incluindo cláusula contratual customizada

Ideal para

Fintech brasileira, ONG de porte médio, veículo de jornalismo, SaaS atendendo cliente em jurisdição complicada, organização que precisa cláusula contratual customizada moderada.

  • Tudo do Standard, mais:
  • Cluster de até 2 servidores Intel Xeon Silver 4314
  • 64GB ECC DDR4 por servidor
  • 2x 1TB NVMe SSD em RAID-1
  • 10Gbps com 100TB de transferência mensal
  • Cláusula contratual customizada moderada
  • DPA específico assinado
  • Suporte por chat com resposta em 8h úteis
  • Slack Connect compartilhado
Contratar Pro

Enterprise

Para organização grande, fintech regulada, ou caso com cláusula contratual altamente customizada.

Sob consulta anual

Onboarding 4 a 12 semanas dependendo da complexidade jurídica do caso

Ideal para

Grupo de mídia brasileiro, fintech operando em modelo regulatório complexo, ONG internacional com base no Brasil, empresa com requisito jurídico específico.

  • Tudo do Pro, mais:
  • Cluster customizado (sem limite de servidores)
  • Configuração de hardware customizada
  • Multi-PoP (Panamá + Viena + Frankfurt)
  • Cláusula contratual altamente customizada
  • Engenheiro lead identificado
  • SLA contratual com crédito de serviço
  • Suporte 24/7 com resposta em 1 hora
  • Auditoria forense anual incluída
Falar com vendas

Preço em euros, fatura emitida em Viena, Áustria (a operação no Panamá é subsidiária técnica, não pessoa jurídica de faturamento), tributação de importação de serviço somando 30% a 45% adicional sobre valor da fatura conforme município de domicílio fiscal do cliente brasileiro. Compromisso mínimo de 6 meses por causa do trabalho operacional inicial de configuração e cláusula contratual customizada. Cancelamento sem multa após o período mínimo com aviso prévio de 60 dias. Anual à vista com desconto de 15%. Para clientes que demandam cláusula contratual com revisão jurídica específica ou cooperação com escritório jurídico brasileiro especializado, taxa única de €1.500 a €5.000 cobrindo o trabalho jurídico inicial.

Perguntas reais que prospects brasileiros fazem

O que os prospects brasileiros perguntam antes de contratar?

Vocês ignoram DMCA, takedown notice, ou mandado judicial brasileiro?

Não. Pedido com fundamento legal claro e via canal apropriado é processado conforme due process documentado. Pedido legítimo de empresa que tem direito autoral sobre conteúdo é tratado conforme lei aplicável (não há equivalente direto a DMCA na lei panamenha, mas há lei panamenha de propriedade intelectual que cobre cenário similar). Mandado judicial brasileiro chega via cooperação jurídica internacional (MLAT Brasil-Panamá) e é processado conforme decisão da autoridade panamenha competente. O que diferencia da hospedagem americana ou europeia é o tempo de processamento (mais longo, dando janela adequada para resposta jurídica) e o filtro de fundamento legal (pedido abusivo é respondido com base em lei aplicável). Não somos "bulletproof hosting" nem prometemos isso.

Vocês trabalham com cliente que está em conflito ativo com lei brasileira ou panamenha?

Não. A AUP do contrato lista conteúdo proibido (abuso infantil, fraude documentada, ataque a terceiro, distribuição de malware, incitação à violência) sem exceção. Para casos onde aparece dúvida sobre legalidade do conteúdo do cliente, a equipe jurídica avalia conforme lei panamenha e brasileira aplicável antes de prosseguir com a contratação ou de descontinuar serviço existente. A clareza protege a operação geral contra pressão regulatória legítima sobre tipos específicos de conteúdo. Para clientes que preferem fornecedor que ignora obrigação legal, indicamos que avaliem outras opções no mercado, mas a gente especificamente não atende esse caso.

A LGPD aplica para servidor panamenho hospedando dado pessoal brasileiro?

Sim. A LGPD aplica em razão da nacionalidade da pessoa cujo dado é tratado, não da localização física do servidor (Art. 1º e Art. 3º da LGPD). Servidor no Panamá hospedando dado pessoal de brasileiro precisa cumprir LGPD. A gente fornece DPA assinado com cláusula de transferência internacional documentada como mecanismo legal sob Art. 33 da LGPD. Para cliente brasileiro em setor regulado (banco, fintech, healthtech), cláusula adicional cobre exigências específicas. O DPO da empresa brasileira controladora continua responsável pela conformidade LGPD geral; nós cobrimos a parte de operadora dentro do escopo do contrato.

Como a cooperação jurídica internacional Brasil-Panamá funciona na prática?

Brasil e Panamá têm tratado de cooperação jurídica internacional em matéria penal (Decreto 8.056/2013 promulgado no Brasil). Pedido de autoridade brasileira sobre dado em servidor panamenho passa por MLAT (Mutual Legal Assistance Treaty) com tempo médio de processamento de 18 a 36 meses dependendo de complexidade do pedido. O processo envolve juízo da autoridade central (Procuradoria Geral da República no Brasil, Ministério de Relaciones Exteriores no Panamá), avaliação de fundamento legal pela autoridade panamenha, e decisão judicial panamenha sobre pedido. Para pedido com fundamento legal claro (mandado de busca e apreensão, decisão judicial reconhecida), o processo é mais rápido. Para fishing expedition ou pedido abusivo, é rejeitado.

Vocês têm caso real onde defenderam cliente contra takedown abusivo?

Sim, em janelas específicas dos últimos 5 anos. Casos típicos envolveram empresa americana enviando DMCA notice abusivo (sem direito autoral real, tentativa de censurar crítica) contra cliente brasileiro hospedando blog crítico ou análise técnica. A resposta padrão envolve avaliação jurídica do pedido, comunicação com o cliente sobre o pedido recebido (quando não há ordem judicial proibindo comunicação), e resposta jurídica formal ao requerente baseada em lei panamenha aplicável. Em vários desses casos, o requerente desistiu após receber a resposta jurídica formal, porque o ônus de levar adiante via canal legal (MLAT, ação judicial em Panamá) é alto. Em alguns casos, o requerente tentou pressão indireta via outros canais (rede social, comunicação pública) que a gente também trata via mesma resposta jurídica documentada.

Para jornalismo investigativo com fonte confidencial, qual a recomendação operacional?

Configuração padrão envolve: servidor dedicado com criptografia LUKS de disco em repouso (chave gerenciada pelo cliente, não pela gente), submissão segura via plataforma tipo SecureDrop hospedada em servidor isolado, comunicação cliente-fonte via canais criptografados ponta-a-ponta (Signal, ProtonMail, Tutanota), e cláusula contratual específica que documenta limites do acesso da nossa equipe a dado do cliente (acesso só para manutenção física do hardware, com log auditável de qualquer acesso). Para casos especialmente sensíveis, oferecemos arquitetura com servidor offline acessível só via VPN tipo WireGuard com chave em hardware token (YubiKey ou similar) que o cliente controla. Recomendamos que cliente brasileiro de jornalismo investigativo trabalhe com escritório jurídico brasileiro especializado em proteção de fonte (vários escritórios têm essa especialização) em paralelo.

Vocês oferecem servidor em outro país além do Panamá?

O produto offshore principal é Panamá, com PoPs europeus disponíveis para arquitetura híbrida (servidor primário no Panamá + espelho em Frankfurt ou Viena). Para clientes que precisam jurisdição diferente do Panamá por motivo específico, indicamos fornecedor especializado conforme caso (Suíça via Infomaniak para jurisdição europeia neutra, Islândia via 1984 Hosting para perfil de privacidade radical, Singapura via OVH Asia para jurisdição asiática profissional). A gente especificamente atende caso onde Panamá faz sentido operacional, e indica alternativa quando o caso é diferente.

A latência de São Paulo para o Panamá é aceitável para aplicação web em produção?

Depende do tipo de aplicação. Para aplicação interativa com expectativa de resposta sub-100ms (sistema transacional crítico, aplicação de tempo real), a latência de 100-130ms p95 entre São Paulo e Panamá é alta e pode ser perceptível. Para aplicação que tolera latência moderada (CMS editorial, sistema de submissão segura, banco de dados de uso institucional não-tempo-real), a latência é aceitável. Para arquitetura híbrida com cache regional brasileiro (CloudFlare ou AWS CloudFront com cache em São Paulo) e backend no Panamá, a latência percebida pelo usuário fica baixa para a maioria das requisições enquanto a hospedagem do dado fica em jurisdição protegida.

Como funciona o pagamento se eu prefiro pagar em USD em vez de EUR?

Para clientes do tier Enterprise com volume relevante, oferecemos modalidade de fatura emitida no Panamá em USD pela operação local panamenha em vez de fatura emitida em Viena, Áustria em euros. A modalidade USD evita o spread cambial euro-real-dólar para clientes que recebem receita em USD (típico de exportador brasileiro de software para EUA). A diferença operacional é apenas no faturamento; o serviço técnico é o mesmo. A modalidade exige negociação contratual específica e leva 3 a 6 semanas para configurar.

Vocês trabalham com fintech brasileira em modelo regulatório complexo?

Sim, no tier Pro e Enterprise com cláusula contratual customizada. Para fintech brasileira operando em modelo que ainda evolui regulatoriamente (cripto-relacionado, pagamento internacional, modelos novos sob avaliação do BCB), o contrato cobre obrigações específicas da operação: cumprimento da Resolução BCB 4.658/2018 quando aplicável, cláusula sobre cooperação com BACEN via canal legal apropriado, retenção de log conforme exigência regulatória aplicável. Negociação envolve jurídico da fintech coordenando com nosso jurídico panamenho mais escritório parceiro brasileiro. Tempo típico: 6 a 12 semanas.

O servidor pode ser usado como VPN de saída para minha aplicação principal hospedada em outro lugar?

Tecnicamente sim, mas o caso de uso comum é diferente. Cliente que precisa só VPN de saída pode contratar fornecedor de VPN comercial com preço bem menor (Mullvad, ProtonVPN, IVPN). Nossa hospedagem offshore é otimizada para hospedagem de aplicação completa em jurisdição protegida, não para VPN simples. Para clientes que precisam combinar hospedagem offshore com VPN de saída específica (caso de pesquisador de segurança que precisa anonimato adicional para evitar atribuição de testes), a configuração é feita no servidor pelo próprio cliente (instalando WireGuard ou OpenVPN como serviço no servidor dedicado), e a gente cobra só o servidor padrão.

Como o suporte trabalha em horário brasileiro?

Suporte por email em horário comercial Viena (cobre 9h às 18h horário de Brasília) em português brasileiro nativo, com engenheiros contratados especificamente para a operação brasileira. Para tier Pro e Enterprise, cobertura estendida 8h às 20h horário de Brasília. Slack Connect compartilhado disponível no Pro, dedicado no Enterprise. Para tier Enterprise, PagerDuty integration aciona engenheiro de plantão em qualquer horário com tempo de resposta de 1 hora. Documentação técnica em inglês, mas relatório executivo (incluindo qualquer comunicação sobre pedido jurídico recebido) entregue em português brasileiro para os clientes brasileiros.

O servidor offshore pode ser combinado com Email API EU ou outros produtos nossos no mesmo cliente?

Sim, e arquitetura híbrida é caso comum. Cliente brasileiro pode contratar servidor offshore no Panamá para hospedar aplicação que processa dado sensível, mais Email API EU em Frankfurt para envio de email transacional, mais Cold Email Infrastructure se aplicável para outbound. Cada produto cobre uma camada operacional diferente. A integração técnica é padrão (cliente combina os produtos via configuração no próprio sistema). Para faturamento, oferecemos contrato consolidado em uma única fatura mensal ao cliente cobrindo todos os produtos, com desconto de 10% sobre o preço individual quando o cliente contrata 3 produtos ou mais simultaneamente.

Vocês têm caso real onde a hospedagem offshore foi descontinuada por descoberta de uso fora do AUP?

Sim, em janelas específicas dos últimos anos. Casos típicos envolveram cliente que se apresentou inicialmente como caso de uso legítimo (jornalismo, pesquisa de segurança) mas durante a operação começou a aparecer evidência de uso diferente (distribuição de malware, fraude documentada, conteúdo claramente ilegal). Para esses casos, o procedimento padrão é: investigação interna documentada, comunicação ao cliente com prazo para resposta, descontinuação do serviço se a evidência confirma uso fora da AUP. Quando aplicável, o caso é reportado a autoridade panamenha competente. A taxa de descontinuação por uso fora da AUP fica abaixo de 2% dos clientes ao longo de 5 anos, e os casos onde acontece tipicamente envolvem fornecedor anterior ter rejeitado o cliente por motivos similares antes de chegar até nós.

A hospedagem offshore é compatível com auditoria SOC 2 ou ISO 27001?

Para o tier Enterprise, oferecemos documentação técnica que serve como input para auditoria SOC 2 Type II via auditor externo contratado pelo cliente. A documentação cobre controles operacionais (segurança física do datacenter, controle de acesso lógico, gestão de vulnerabilidade, resposta a incidente, retenção de log) que entram nos critérios de SOC 2. Para certificação ISO 27001, oferecemos documentação similar adaptada aos controles do Anexo A da norma. A certificação formal é responsabilidade do cliente via auditor externo (a gente não tem certificação SOC 2 nem ISO 27001 do nosso lado da operação porque o custo da certificação não tem ROI claro para o nosso modelo de cliente; mas a documentação que entregamos cobre os controles que cliente certificado precisa documentar).

O servidor offshore pode rodar workload de banco de dados pesado em produção?

Sim. Configurações Pro com 2x 1TB NVMe SSD em RAID-1 e 64GB RAM cobrem PostgreSQL ou MongoDB de tamanho moderado (até 500GB de dado ativo, com tuning adequado). Para banco de dados maior (acima de 500GB ativo) ou exigência de IOPS sustentado alto (acima de 50 mil IOPS), recomendamos tier Enterprise com configuração customizada (8x 1.92TB NVMe SSD em RAID-10 com controlador hardware dedicado, 256GB RAM ou mais). Para configurações de banco de dados em cluster com replicação síncrona entre PoPs (Panamá primário + Frankfurt réplica), oferecemos arquitetura customizada Enterprise com tuning de WAL streaming sobre rede privada virtual.

Como funciona o suporte a hardware no datacenter panamenho fora de horário comercial?

A operação local panamenha tem cobertura 24/7 com técnico de plantão para intervenção física em caso de falha de hardware. Para tier Standard, suporte de hardware em horário comercial Viena (que cobre horário comercial brasileiro). Para tier Pro, cobertura 24/7 com tempo de resposta de 4 horas para hardware em qualquer horário. Para tier Enterprise, tempo de resposta de 1 hora. Em caso de falha total de servidor (problema de placa-mãe, falha de fonte, problema de disco fora do RAID), substituição completa em 4 a 12 horas com restauração do último backup válido conforme política de retenção do tier.

Vocês oferecem servidor com criptografia de disco em hardware (FDE com TPM)?

Para tier Pro e Enterprise. A configuração de criptografia de disco em hardware via TPM 2.0 (com chave gerenciada pelo cliente, não pela gente) está disponível como adicional sem custo no tier Pro e Enterprise. A configuração inicial é feita junto com o setup do servidor, e o cliente recebe documentação técnica sobre como gerenciar a chave (incluindo procedimento de recuperação em caso de falha de TPM). Para casos especialmente sensíveis (jornalismo investigativo, pesquisa de segurança, organização em causa que enfrenta pressão), a criptografia em hardware oferece camada adicional de proteção contra acesso físico não autorizado, complementando a criptografia LUKS de software.

A jurisdição panamenha tem histórico de cooperação com governo americano em pedido de dado?

Sim, via canal legal apropriado. O Panamá tem tratado MLAT bilateral com Estados Unidos (Mutual Legal Assistance Treaty assinado em 1991) que cobre cooperação em matéria penal. Pedido americano sobre dado em servidor panamenho passa pelo MLAT com tempo médio de processamento de 18 a 36 meses, e exige fundamento legal válido sob lei panamenha (não basta ser válido sob lei americana, precisa ser também sob lei panamenha que rege a operação local). O Panamá não está sujeito ao Cloud Act americano que aplica a empresas com presença nos EUA. Para empresa brasileira contratante, isso significa que pedido americano sobre dado da operação brasileira hospedada em servidor panamenho passa por MLAT com janela adequada para resposta jurídica via escritório jurídico brasileiro coordenando com escritório panamenho.

O datacenter no Panamá tem certificação Tier 3 formal?

O datacenter onde nossa infraestrutura está hospedada tem certificação Tier 3+ Uptime Institute. A certificação cobre redundância elétrica N+1, redundância de rede com múltiplos carriers internacionais, sistema de UPS com tempo de autonomia adequado, geradores backup com combustível para 72 horas de operação contínua, refrigeração redundante, sistema de detecção e supressão de incêndio, segurança física com controle de acesso multi-fator e câmeras 24/7 com retenção de gravação. Documentação da certificação disponível para clientes Enterprise sob NDA mediante solicitação via processo de procurement formal.

Como começar a contratação do produto offshore

Conversa de descoberta primeiro, avaliação de encaixe ao caso específico do cliente brasileiro depois com proposta documentada

A primeira ligação é uma conversa de 60 a 90 minutos cobrindo o caso de uso específico do cliente brasileiro, perfil técnico da operação, exigência regulatória aplicável ao setor e à atividade, prazo aceitável para onboarding, e requisitos de cláusula contratual customizada. O resultado é uma recomendação clara de tier com escopo, preço e cláusula contratual adequada, ou uma indicação para outro fornecedor especializado se a gente identificar que não somos o encaixe certo para o caso. Cerca de 30% das ligações iniciais terminam com indicação para outro fornecedor.

Telefone +43 1 205 11 80 Seg–Sex · 9–18 CET
Email [email protected] Resposta média 4h em horário comercial
Escritório Fleischmarkt 1, 1010 Wien Com agendamento